Já falamos aqui no Blog da Mulher sobre a origem e evolução da bolsa, hoje vamos falar sobre a origem e a evolução do sapato, item indispensável numa produção feminina, e que é a paixão de milhares de mulheres espalhadas pelo mundo. O sapato é uma das peças mais importantes do vestuário das pessoas. Além de proteger os pés, ele ainda tem um valor estético e que pode ajudar na postura e na facilidade de caminhar, principalmente longas distâncias. Tem também a utilidade como forma de aquecer os pés, principalmente em países frios ou em épocas mais frias. Assim como outros acessórios, não se sabe ao certo a quem se deve creditar a criação do primeiro sapato. Alguns historiadores dizem que foram os egípcios os primeiros a inventarem o calçado, feito de couro. Mas, algumas pinturas podem indicar que o sapato é mais antigo, do final do período Paleolítico.
Os sapatos do antigo Egito na verdade eram sandálias feitas de palha ou de fibra de palmeira. Mas o acessório não era tão popular, tanto é que muitas pessoas andavam descalças e carregavam as sandálias para usar quando achasse necessário ou conveniente. Mesmo o faraó não tinha requintes no acessório, já que ele geralmente era retratado usando sapatos de couro simples com detalhes em ouro.
Sapato Laboutin
Já na Mesopotâmia, os sapatos mais comuns eram feitos de couro e amarrados com tiras também de couro. Os nobres ou quem possuía uma posição social mais alta usavam os coturnos; era assim que as pessoas diferenciavam as classes sociais. E os gregos foram os primeiros a lançarem moda quando o assunto é sapatos. Por incrível que possa parecer, os gregos usavam uma sandália diferente em cada pé, ou seja, o pé direito e o esquerdo não eram do mesmo modelo.
E assim como na Mesopotâmia, o calçado também era usado para demonstrar o status social de alguém na Roma antiga. Os cônsules usavam sapato branco, os senadores marrons presos com fitas de couro e os demais usavam o sapato mais tradicional, parecido com uma bota de cano curto e que deixava os dedos a mostra.
Já na Idade Média, tanto homens como mulheres usavam tipos iguais de sapatos. Eles eram muito parecidos com as sapatilhas da atualidade. Havia homens que usavam botas altas ou baixas. O material usado na fabricação dos sapatos variava entre a pele de vaca ou a de cabra que garantia uma qualidade superior.
Desde essa época é que os sapatos começaram a se modernizar e ganhar forma. A padronização da numeração surgiu na Inglaterra; na realidade foi o Rei Eduardo I que decretou a uniformização das medidas. Em 1642 foi feira a primeira fabrica de manufatura de calçado da Inglaterra; os sapatos foram feitos para serem fornecidos para o exercito. Foi a partir de então é que a procura pelo sapato começou a aumentar.
Maria Antonieta a célebre rainha da França era apaixonada por sapatos e mandava produzir dezenas de pares mensalmente, todos produzidos com finos tecidos como cetim, seda, adamascados, coberto com pedrarias e em cores vivas como o verde bandeira, vermelho escarlate, azul turquesa. Dizem que a coleção de sapatos de Maria Antonieta eram invejavel.
A produção de sapatos começou a aumentar no século XIX quando as primeiras máquinas começaram a surgir; elas facilitaram a confecção do sapato fazendo que eles fossem fabricados mais rapidamente e assim se tornassem mais baratos. Nos meados do século XX é que os artefatos usados na confecção dos sapatos foram trocadas e assim a borracha e os materiais sintéticos entraram no lugar do couro.
Os sapatos chegaram ao Brasil somente em 1808 quando a corte portuguesa veio ao Brasil. Foi nessa época que o sapato começou a virar artefato de moda e começou a ser objeto de requinte e desejo. Mas, nesta época a maior parte dos sapatos ainda era importado da Europa, apesar de que as sapatarias já estavam se instalando no Rio de Janeiro. O modelo básico era uma botinha fechada, apesar do calor do Brasil. Carlota Joaquina, mulher de D. João VI era outra aficcionada por sapatos, segundo conta a história quando ela foi embora do Brasil, dentro da caravela que a levava para Portugal, ela voltou-se para trás olhou o Brasil ficando distante e jogou todos os seus sapatos no mar terminando com a célebra frase: – Desta terra não levo nem o pó!
Desde meados de 1900 os modelos começaram a ficar mais práticos e confortáveis. Por volta da década de 1950/1960 a mulher começou a participar mais do mercado de trabalho então surgiu o tênis, os vestidos mais curtos e os sapatos mais abertos. Foi a partir daí que os sapatos passaram a ser mais do que um artefato de proteção para os pés e se tornaram uma peça de estilo; um acessório fundamental na vestimenta tanto de homens como de mulheres.
Os modelos começaram a variar e as sandálias reapareceram deixando os pés a mostra. Várias indústrias começaram a surgir no Brasil e no exterior, fazendo com que as pessoas tivessem a possibilidade de escolher diversos e modernos modelos de sapatos para todos os gostos e necessidades.
Atualmente existem diversos tipos, modelos e cores de sapatos feitos dos mais variados tipos de materiais e produtos. Há quase um lançamento de sapato por dia; alguns mais exóticos outros mais confortáveis e até anatomicamente corretos.
Estilistas como Laboutin e outros vendem seus sapatos por verdadeiras fortunas e as fãs ardorosas de sapatos muitas vezes não se importam em pagar só para ter um modelo exclusivo de uma griffe famosa. Mas há uma coisa que temos de concordar um sapato bonito, elegante, mesmo que não seja caro tem o poder de levantar qualquer visual feminino; e ao contrário também, um modelo errado ou cor errada pode estragar qualquer produção por melhor que seja a roupa.
Anterior:
Dicas sobre Cortes de Cabelo Ideal
Seguinte:
Como enfrentar o divórcio?





{ 1 cometário... leia-os abaixo ou adicione um }
Olá,
Este teu blog é um dos meus preferidos.
Este texto está o máximo.
Que pena que pessoas o plageiem sem citar seu blog que é o que merece os créditos.
Bj♥s
{ 1 cometário... leia-os abaixo ou }