Faleceu na madrugada desta sexta-feira (24.02) a empresária Eliana Tranchesi, proprietária da butique mais luxuosa de São Paulo, a Villa Daslu. A primeira dama do Templo Daslu teve complicações causadas por um câncer no pulmão e estava internada no hospital Albert Einstein. Eliana administrou por muitos anos a empresa fundada por sua mãe, que vende roupas, produtos de beleza sapatos e artigos de marcas de luxo como Fendi, Dolce e Gabbana, Gucci, Chanel, entre outras, em um imponente e neoclássico prédio situado na Marginal Pinheiros, em São Paulo.

Em 2006 a butique de Eliana esteve sob a mira do Ministério Público Federal, que realizou uma megaoperação de busca e apreensão na loja, em que a empresária e seu irmão Antônio Carlos Albuquerque foram detidos por causa de um suposto esquema de sonegação fiscal e importação fraudulenta. Os auditores da Receita Federal apreenderam computadores e documentos da loja, e Eliana foi condenada a quase 94 anos de prisão, mas mal chegou a ficar detida, e já conseguiu um habeas corpus que a liberasse por causa descoberta de sua doença.
Entre os escândalos que envolvem o nome da Daslu está também o desfile de moda feminina da coleção Inverno 2010, onde a loja apresentou um “show de horror” ao exibir em sua passarela diversos looks compostos por couro de animais, peles de coelho, raposa, entre outros, a preços exorbitantes. Mas isso é somente mais um caso entre muitos. Depois disso, o império entrou em declínio foi vendido para o grupo internacional Laep Investiments, do empresário Marcus Elias, que controla, entre outras, a Parmalat no Brasil, e a empresária começou a trabalhar como funcionária do grupo na loja da, Daslu.

A Daslu foi fundada pela mãe de Eliana em meados de 1958, continuando, assim, os negócios de moda até que sua filha, Eliana, assumisse o comando do império, até que em 2005 teve seu endereço direcionado para o Bairro da Vila Olímpia, onde está até hoje. Na equipe de vendedoras estão sempre rilhas de famílias ilustres de São Paulo como Simonsen, Piva de Albuquerque, Alckmin, Lunardelli, entre outros, e os salários chegam a R$ 8mil.
Eliana, que disse “acreditar na justiça do Brasil”, quando foi presa, mencionou também que “Morreria se a Daslu fosse fechada”, quando a loja foi vendida para o novo grupo administrador. Talvez tenha chegado o momento de algumas atrocidades como o uso indevido de peles de animais e “matar” de vez esse lado negro da moda. Afinal, não é preciso o sacrifício de outros para se ter em casa um casaco de luxo, não é mesmo?
Descanse em paz, Eliana, porque o império Daslu continua a todo vapor.







