No Photoshop: no Reino Unido publicidade de cosméticos têm de seguir a linha

by gabrielleoliveira on 13 de September de 2012

Não é de hoje que muitos reclamam da discrepância entre as campanhas de maquiagem e cosméticos com a realidade: modelos surgem em fotos com pele, unhas e cabelos perfeitos, que dificilmente serão atingidos na vida real, mesmo com o uso do produto divulgado.

É o caso das campanhas da Helena Rubinstein, marca de cosméticos e produtos de maquiagem que conta com a atriz Demi Moore como garota-propaganda. Todas as campanhas da marca causam um reboliço na internet por trazerem a atriz praticamente irreconhecível devido ao uso excessivo do Photoshop.

Para evitar enganar o público com promessas falsas, o Reino Unido criou o Comitê de Prática de Propaganda. Por ele passam as propagandas de várias marcas de maquiagem e, caso seja constatada alguma irregularidade, o Comitê de Prática de Propaganda pode banir as campanhas. No entanto, o Comitê não pode impedir a veiculação da propaganda, somente taxá-la como inapropriada, fantasiosa e até mesmo como enganosa. Se um dos consumidores do produto divulgado se sentir lesado por não conseguir o efeito prometido pela campanha, ele pode processar a marca tendo o aval do Comitê de Prática de Propaganda.

Publicidade - LAMG

Esse Comitê, aliás, criou um manual que traz normas a serem seguidas pelas marcas na hora de desenvolver suas campanhas. Dentre elas, o uso exagerado do Photoshop é condenado. O Comitê de Prática de Propaganda também não recomenda a utilização de unhas postiças em campanhas de produtos para as mãos, sobretudo esmaltes e tratamento para unhas.

Além de condenar o uso do Photoshop e unhas postiças, o Comitê também não aprova a utilização de apliques de cabelo em propagandas de shampoos, condicionadores e produtos de tratamento para os fios, muito menos a aplicação de cílios postiços em propagandas de rímeis.

Caso as marcas de maquiagens e cosméticos não cumpram as normas, o Comitê de Prática de Propaganda do Reino Unido taxa a campanha como enganosa, numa tentativa de avisar consumidor que o efeito mostrado nas fotos é irreal.

 

Anterior:

Seguinte:

Deixe um comentário